Coimbra,

Home, at last. A cidade abraça-me sem querer saber o meu nome. Sou uma estranha nestas ruas e ainda assim sinto-me aconchegada. É tão fácil ser eu. Não preciso de disfarces, não tenho de esconder quem sou. Posso esquecer o passado. Posso esquecer qualquer erro que tenha cometido. Posso esquecer em quantos pedaços me partiram o coração. Posso esquecer quem fui. Essa rapariga ficou para trás. Numa outra cidade, em outras ruas, que já nada tinha para me dar. Que já não me queria. Tenho medo que também não me queiram aqui. As primeiras impressões desvanecem-se como fumo à medida que a personalidade vem ao de cima. E eu não sou uma pessoa fácil. De todo. As minhas múltiplas personalidades são uma chatice. E o facto de ser um copo prestes a transbordar, uma bomba prestes a explodir a qualquer momento, também não ajuda. Tic tac, tic tac. Anyway, what was I saying? Oh, that's right. Home, at last.
(De qualquer forma tenho saudades vossas. Terei sempre.)

6 comentários:

  1. a saudade é o sentimento que andará sempre com nós*
    gostei.

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  2. gosto muito do teu blog e dos teus post's, vou-te seguir, se me quiseres seguir estás à vontade (:

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  3. Gosto quando me perco no que quero dizer, ou escrever. É ai que reparo que escrevo sempre o que sinto. É o melhor que me pode acontecer.
    Coimbra também é uma cidade nova para mim, e ando sempre à procura de mim. Perco-me, nem sei se da beleza ou com tristeza, não sei se de saudade se de vontade, perco-me, simplesmente.

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